Notícias » Consórcio Cruzeiro do Sul entrega veículos a comunidades indígenas

Publicado em 19/02/2013

O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul (formado pela Copel e Eletrosul e responsável pela implantação da Usina Hidrelétrica Mauá) vai iniciar na próxima quinta-feira (21/02) a entrega dos veículos às oito terras indígenas que fazem parte do Projeto Básico Ambiental (PBA) do empreendimento para a questão indígena. A primeira parte da entrega inclui sete tratores: dois para a Terra Indígena São Jerônimo (dia 21), um para Queimadas (dia 22), um para Barão de Antonina e um para Ywy Porã (dia 25), um para Laranjinha e um para Pinhalzinho (dia 26). Há ainda um trator destinado à Terra Indígena Mococa, a ser entregue posteriormente por solicitação da própria comunidade.

A maior parte dos demais veículos será entregue nas próximas semanas. Serão 11 motos, oito camionetes, cinco caminhões, dois automóveis, uma van e uma ambulância – a relação inclui ainda três ônibus, a serem entregues nos próximos meses. O antropólogo Paulo Góes explica que os veículos serão utilizados no desenvolvimento dos oito programas ambientais que fazem parte do PBA Indígena. “As motos são fundamentais para o programa de vigilância e gestão territorial, assim como os tratores para o programa de Apoio às Atividades Rurais. A van será utilizada para o transporte de universitários indígenas, e os ônibus servirão como apoio itinerante para a venda de artesanato. Os demais veículos serão utilizados de maneira geral, em atividades relacionadas a todos os programas”, detalha. O desenvolvimento dos programas está sendo acompanhado por uma equipe de antropólogos e engenheiros agrônomos contratada pelo Consórcio.

Colheita – Em três das oito terras indígenas já está sendo realizada a colheita da safra de milho, cujo plantio foi realizado em outubro de 2012 com o apoio técnico e financeiro do Consórcio Cruzeiro do Sul, dentro do programa de Apoio às Atividades Rurais. A colheita das safras de feijão e arroz, plantadas em dezembro, serão iniciadas nos próximos meses. A expectativa é de que a produção nos 340 hectares plantados alcance cerca de 80 toneladas, que serão utilizadas para o consumo das famílias e formação de um banco de sementes, além da comercialização do excedente. Cada terra indígena formou um comitê gestor para acompanhar o trabalho e aplicar nas próximas safras as orientações técnicas recebidas.

O PBA Indígena da Usina Hidrelétrica Mauá foi elaborado com base em estudos feitos por especialistas e muita discussão, tanto com os indígenas quanto com órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal. A definição dos programas foi feita depois de 34 oficinas nas quais os indígenas apresentaram suas necessidades e reivindicações. O PBA Indígena da UHE Mauá pode ser consultado no site www.usinamaua.com.br.