Notícias » Usina Mauá tem índices de segurança do trabalho ótimos, segundo OIT

Publicado em 26/04/2012

As obras da Usina Hidrelétrica Mauá, em fase de instalação do rio Tibagi (PR), registram até agora índices bastante positivos no que diz respeito à segurança do trabalho. Ainda que o empreendimento seja classificado como área com grau de risco 4 – o maior previsto na legislação brasileira – os baixos índices de frequência e gravidade de acidentes atestam a efetividade das ações voltadas à segurança e preservação da vida dos trabalhadores.

A empreiteira responsável pela construção civil na UHE Mauá chegou a ter 1.502 funcionários próprios e terceirizados no auge da obra e apresenta, atualmente, uma Taxa de Frequência (TF) de acidentes de 12.80, sendo que qualquer número abaixo de 20 neste quesito é considerado ótimo, segundo classificação da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Já a empresa responsável por toda a montagem eletromecânica da usina, linhas de transmissão e subestação tem uma TF ainda menor – 11.40.

Outro indicador de segurança do trabalho, a Taxa de Gravidade (TG) de ocorrências no âmbito da empreiteira está em 510, o que é bom para o padrão da OIT (que classifica como “boa” a taxa que fica entre 501 e 1000). Segundo o engenheiro de segurança da empresa, Rafael Luiz Gogola, a meta é melhorar ainda mais esse índice até o final da obra: “Como a fórmula de cálculo dessas taxas leva em consideração o número de ocorrências em relação às horas trabalhadas, acreditamos que até o final da obra nossa Taxa de Gravidade fique abaixo de 500 e passe a ser considerada muito boa”, diz.

No caso da empresa de montagem eletromecânica, a TG já está em um nível ótimo, com índice 481.43. Para o engenheiro de segurança Adriano Prestes, os resultados alcançados em Mauá são fruto de um processo permanente de conscientização: “Todas as manhãs fazemos o Diálogo Diário de Segurança com os funcionários e destacamos a obrigatoriedade do uso de equipamentos de proteção individuais e coletivos”, conta.

Outro fator positivo é que não houve em Mauá acidente fatal ou gravíssimo – aquele em que o trabalhador perde algum membro ou fica incapacitado para a atividade que desenvolve. Segundo o superintendente geral do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul (detentor da concessão para construir e operar a Usina Mauá), Sergio Luiz Lamy, o rigor no cumprimento nas normas relativas à segurança do trabalho é prioridade no canteiro de obras: “Mantivemos uma fiscalização permanente desde o início das obras. Foram mais de 9 milhões de horas trabalhadas ao longo dos últimos quatro anos e nossa maior vitória foi chegar na reta final de instalação do empreendimento tendo preservado a vida de todos os nossos colaboradores”, afirma.

O Consórcio Energético Cruzeiro do Sul é integrado pela Copel (majoritária com 51% de participação) e pela Eletrosul – empresa do grupo Eletrobras. A Usina Hidrelétrica Mauá está sendo instalada na porção média do rio Tibagi, entre os municípios paranaenses de Telêmaco Borba e Ortigueira e deve entrar em operação comercial ainda este ano. A hidrelétrica terá potência instalada de 361 megawatts – podendo suprir a necessidade de consumo de aproximadamente 1 milhão de pessoas. O empreendimento inclui ainda uma subestação e duas linhas de transmissão de 230 kV.