Notícias » Consórcio Cruzeiro do Sul trabalha na remoção de rejeitos de carvão

Publicado em 17/08/2011

Material estava depositado na área do reservatório e vai receber destinação adequada

 

Ao mesmo tempo em que a construção da Usina Hidrelétrica Mauá avança entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira (PR), uma série de outros trabalhos relacionados ao empreendimento está em andamento. É o caso do Projeto de Remoção, Depósito Adequado e Recuperação Ambiental da Área de Rejeitos de Carvão, que está sendo desenvolvido com o objetivo de evitar qualquer impacto ambiental que poderia ser causado pela existência de minas de carvão mineral desativadas (anteriormente utilizados pela empresa de celulose Klabin, vizinha à Usina) e de rejeitos da atividade de extração do carvão.

As 11 bocas de mina encontradas na área que será alagada para a formação do reservatório da Usina já foram tamponadas. Quantos aos rejeitos de carvão, metade da quantidade total (cerca de 220 mil metros cúbicos, que estavam enterrados) já foi retirada do local que será coberto pela água e transportada para o depósito. Nesse depósito, situado fora da área do reservatório, foi instalada uma manta para que os rejeitos não tenham contato com o solo. Depois de concluída a remoção e compactação, os rejeitos serão cobertos com argila compactada e submetidos a monitoramento constante.

O trabalho, que está sendo realizado conjuntamente pelo Consórcio Energético Cruzeiro do Sul e pela Klabin, será concluído antes do enchimento do reservatório, previsto para novembro. As técnicas adotadas para o trabalho foram apresentadas e aprovadas pela Câmara Técnica de Qualidade da Água e Uso Múltiplo do Reservatório, integrante do Grupo de Estudos Multidisciplinar da UHE Mauá (GEM-Mauá), que reúne entidades como a Universidade Estadual e a Procuradoria da República no município de Londrina. Os relatórios mensais sobre o andamento do trabalho estão disponíveis no site da Usina (www.usinamaua.com.br).