Notícias » Inaugurado Horto instalado no canteiro de obras da Usina

Publicado em 01/07/2011

No dia 30 de junho, o Consórcio Energético Cruzeiro do Sul inaugurou o Horto das Caviúnas, instalado no canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Mauá. O local conta com uma estufa para semeadura das sementes (50 m²), uma estufa para crescimento das mudas (108 m²), duas estufas para epífitas m(168 m²), uma área para trabalhos manuais de beneficiamento de sementes, enchimento de saquinhos e almoxarifado (100 m²) e canteiros de rustificação (3.000 m²). Lá, são realizadas atividades dos subprogramas de Recuperação e Formação da Faixa de Proteção Ciliar e de Salvamento e Conservação da Flora (que fazem parte do Projeto Básico Ambiental da Usina).

O tamanho do espaço é justificado pelo resultado do trabalho: até agora, cerca de 30 mil plantas foram resgatadas na área onde será o reservatório da Usina, e a produção no viveiro totalizou cerca de 55 mil mudas de árvores. As plantas resgatadas são da maior variedade possível, incluindo epífitas (como orquídeas e bromélias, que utilizam outras árvores como suporte), herbáceas, arbustivas, trepadeiras e mudas e sementes de árvores. O trabalho conta ainda com a parceria da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que auxilia no resgate e acondiciona em suas estufas parte das plantas resgatadas.

Além do resgate, os profissionais trabalham na recuperação das áreas de preservação permanente, para a qual existem estratégias de curto, médio e longo prazo. Inicialmente, serão plantadas cerca de 900 mil mudas de árvores nessas áreas ao longo de oito anos. Em seguida, elas serão enriquecidas com espécies em estágio mais avançado de crescimento, que necessitam de sombra no início do desenvolvimento. A longo prazo, a estratégia é deixar que a natureza se recomponha naturalmente.

O engenheiro florestal Joachim Graf explica que o trabalho no horto será permanente. “Além das mudas para a recuperação da área de preservação, o horto produzirá mudas para arborização urbana, como já é feito em outros viveiros da Copel”, conta.